Mágica também era a possibilidade de receber a hóstia no dia da comunhão. Não podia mastigar a hóstia, tinha que deixa-la dissolver na lingua. Eu pensava: "e se eu engasgar?"
Nesta época, já rolava na minha casa uns santinhos com orações atrás que percebi serem Novenas.
Novena de São Judas Thadeu, de Santa Rita de Cassia, Nossa Senhora das Graças e do Menino Jesus de Praga. O Menino era tão rosadinho, tão bonitinho. Bem, eu via a Claudia sempre com uma novena dessas na mão. Estava sempre pedindo pra passar na prova, pro fulaninho telefonar e blablabla... Ouvia baixinho na hora de dormir: "obrigada pela graça alcançada".
Bem, finalmente chegou o dia da Eucaristia. Que frissom! Roupinha branca, véu, vela, missal e um terço lindo dourado que minha madrinha me deu. Que dia alegre, finalmente experimentar a hóstia!
Depois de uma missa longa, na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora (Salesiano), eu a recebi. Hum... tinha gosto de pão. Incrível! Pensava que o sangue de Jesus estava lá dentro!
Após distribuir todos os meus santinhos, voltei para casa com a sensação de que Jesus estava no meu coração.
E o Menino Jesus de Praga passou a ser meu santinho predileto da infância e adolescência. Com ele, sempre passava nas provas, mesmo as notas terem sido exatamente as que eu estava precisando! :)

Um comentário:
hahahaha
Mãe, essa história da 1ª Comunhão tá muito boa. Gosto da sua forma de ver as histórias.
:)
Continue!
Beijos
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